Segundo pesquisa do índice Fipe Zap, que é calculado com base nos imóveis anunciados no portal Zap Imóveis, o Rio de Janeiro foi a capital com maior valorização de imóveis no ano passado. Aquecido pelo aumento da renda do brasileiro, financiamentos mais acessíveis e maior demanda por estrangeiros, os preços dos imóveis nas sete principais capitais do país registraram uma alta média de 26,3% em 2011.
Impulsionado com a proximidade da Copa de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o Rio foi a capital com maior aumento do preço do metro quadrado no ano que passou: 34,9%. Em seguida, aparece Recife, com uma valorização de 30,7%. Em São Paulo, os imóveis ficaram, em média, 27% mais caros no ano, enquanto no Distrito Federal o aumento foi menos expressivo, de 14%.
A Secretaria de Conservação e Serviços Públicos publicou nesta quarta-feira, dia 4/1, no Diário Oficial do Município, a homologação da contratação de serviços de reforma e revitalização em áreas de projetos urbanísticos especiais na Zona Norte. Serão beneficiados os bairros Abolição, Lins de Vasconcelos, Méier, Bonsucesso, Ramos, Penha, Ilha do Governador, Irajá, Madureira, Pavuna, Marechal Hermes e Guadalupe. O contrato, no valor de R$ 5.974.414,83, tem um ano de duração e inclui ações de recuperação de pavimento, mobiliário urbano, reassentamento de meio-fio e pintura.
Os trabalhos terão início no mês de fevereiro pelos bairros Méier, Madureira e Marechal Hermes. Dentre as vias beneficiadas estão as avenidas Dom Helder Câmara, Amaro Cavalcanti e Ministro Edgar Romero, além de ruas como Lins de Vasconcelos, Dias da Cruz, Arquias Cordeiro e Carolina Méier.
A Prefeitura do Rio apresentou nesta terça-feira, dia 3 de janeiro, a nova etapa de obras do Projeto Porto Maravilha para implantação de sistema de drenagem e as mudanças no trânsito, que começam no sábado 7/1, e incluem alterações nas linhas de ônibus e rotas alternativas de tráfego. As intervenções irão beneficiar 27 ruas nos bairros da Saúde e Gamboa e no Morro da Conceição, aumentando em onze vezes a capacidade de drenagem na área.
As novas intervenções do Porto Maravilha irão ampliar a capacidade de escoamento das águas das chuvas, aumentando de dois para oito o número de saídas de água na Baía de Guanabara. Além disso, as galerias, hoje de 80 cm de diâmetro, serão substituídas por novas, 11 vezes maiores (3,20 m por 1,80 m). Com o objetivo de finalizar a implantação do novo sistema, será preciso interditar trecho da Rua Camerino, entre as ruas Sacadura Cabral e Barão de São Felix. A área que recebe as águas das chuvas dos morros da Providência e da Conceição e da Rua Marechal Floriano é um ponto crônico de alagamento do Centro do Rio.
“Essa etapa dá continuidade à rede de drenagem da Rua Barão de Tefé. Esse é o principal tronco de drenagem que está sendo implantado no projeto do Porto Maravilha e vai permitir eliminar todos os pontos de enchente da região, algo que não é feito há mais de 100 anos. Para a construção dessa galeria a via receberá meio-fio, pavimentação, urbanização, redes de água e esgoto, telecomunicações e iluminação pública, além da conversão da rede aérea de energia elétrica para a subterrânea”, explicou o secretário de Obras, Alexandre Pinto.
Novo esquema de trânsito
A interdição ao tráfego entrará em vigor no próximo sábado, dia 7, a partir das 8h. A alteração segue até o mês de abril. A Prefeitura do Rio adotou o período de férias escolares para fechar o trânsito e mudar o sentido de algumas ruas a fim de executar as obras no menor espaço de tempo e reduzir transtornos.
Com a interdição, a Rua do Acre terá a mão invertida e passará a funcionar no sentido da Praça Mauá para a Avenida Marechal Floriano, em direção à Central do Brasil. A Rua Camerino também terá inversão do sentido entre as ruas Senador Pompeu e Barão de São Félix e mão dupla entre a Rua Senador Pompeu e a Avenida Marechal Floriano. Esta última terá mão única no sentido Central do Brasil, entre a Rua do Acre e a Avenida Passos. E, para completar as mudanças, a Rua Sacadura Cabral terá mão dupla entre a Rua Sousa e Silva e a Avenida Barão de Tefé.

A Receita Federal irá disponibilizar dois programas de computador para auxiliar as pessoas físicas residentes no Brasil envolvidas com atividades rurais ou que tenham investimentos em moeda estrangeira a preencher a Declaração do Imposto de Renda em 2013 (ano-calendário 2012).
As instruções normativas com a aprovação dos programas foram publicadas nesta quarta-feira, dia 4/1, no Diário Oficial da União. O primeiro programa, opcional, é o Livro-Caixa da Atividade Rural. O outro é o Ganhos de Capital em Moeda Estrangeiras. Os dados apurados deverão ser armazenados e transferidos para a Declaração de Ajuste Anual do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física.
Os programas foram elaborados para serem utilizados em computadores com praticamente todos os sistemas operacionais. Ambos são de reprodução livre e ficarão disponíveis no site da Receita Federal.
Em 2012, a Secretaria Estadual de Habitação, em parceria com o Ministério das Cidades, quer lançar 12 mil unidades habitacionais para a população de baixa renda do Estado do Rio. Famílias com renda de até R$ 1.600, que sonham em adquirir a casa própria, poderão conseguir o tão sonhado imóvel com parcelas a partir de R$ 50.
Estão previstos, ao menos, 11 projetos por meio do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Três deles — na Cidade do Rio, no bairro de Costa Barros e na Cidade de Deus (Zona Oeste), e em São Gonçalo — já têm contratos assinados com as construtoras. Serão, ao todo, 3.216 unidades habitacionais.
As demais casas previstas ainda estão em fase de projeto, mas deverão deixar o papel em breve, segundo a Secretaria de Habitação. O empreendimento no antigo Presídio Frei Caneca é um dos que estão na lista. O local dará espaço a 998 moradias para famílias da comunidade de São Carlos, que ficaram desalojadas. A previsão é que o contrato com a construtora e a Caixa Econômica Federal seja assinado ainda em janeiro.
As outras regiões que serão contempladas com o programa habitacional são: Urucânia (500), Santa Cruz (1.200) e Antares (4.400 unidades), na Zona Oeste; São Cristóvão (1.400), na Zona Norte; São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos; e Mesquita e Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Para participar da seleção do programa habitacional é preciso se inscrever nas secretarias Municipal ou Estadual de Habitação. O cadastro pode ser feito online, por meio do site da Secretaria Municipal de Habitação. Mais informações pelo telefone 2976-7434.

Os moradores de casas e apartamentos construídos por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no Rio de Janeiro, disseram que condições de vida melhoraram muito desde que mudaram para as unidades habitacionais. Muitos deles, no entanto, reclamam que ainda têm medo que problemas nas obras, como rachaduras nas paredes e entupimentos na rede coletora de esgoto, comprometam os imóveis.
A empregada doméstica Adriana Pereira mora há dois anos no quarto andar de um dos edifícios do conjunto do PAC em Manguinhos, zona norte da cidade. Ela disse que poucos meses depois de ocupar o apartamento começou a notar rachaduras na sala e no quarto da filha. Então encaminhou, por meio da síndica do seu bloco, reclamações à Empresa de Obras Públicas (Emop), órgão do governo estadual responsável por gerenciar os empreendimentos, mas que nada até agora foi feito.
Segundo Adriana, pelo menos duas representantes da Emop trabalham em uma central na comunidade para receber as demandas dos moradores. Mas o contato com elas nem sempre é possível. “A informação que recebemos é que deveríamos levar até elas as reclamações, mas é difícil encontrá-las no local. Já tentei várias vezes e diversos horários e nunca as encontro. Ou estão em reunião ou precisaram sair para resolver algum problema”, lamentou.
Para o engenheiro Antônio Eulálio Pedroza, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea), as falhas encontradas nos conjuntos habitacionais são “facilmente corrigíveis” e não comprometem a estrutura dos apartamentos. Segundo ele, que fez vistorias tanto nos apartamentos do PAC em Manguinhos como no Complexo do Alemão, tratam-se de problemas simples que poderiam ter ocorridos em qualquer empreendimento de classe média.
A Emop informou que está promovendo, há cerca de um mês, reparos em todas as unidades que solicitam os serviços, seja por defeitos de projeto ou de mau uso das instalações, desde que os moradores assinem um documento atestando a conclusão das intervenções.

Antigo endereço de um dos maiores complexos penitenciários do estado, o terreno da Frei Caneca, no Estácio, Zona Norte do Rio, vai ganhar dois condomínios residenciais com 998 apartamentos que serão construídos pelo programa “Minha Casa Minha Vida”. Localizados em área urbana com acesso fácil a vias de transporte e próximos de hospitais, escolas e comércio, de acordo com as orientações do programa federal, os condomínios serão ocupados preferencialmente por moradores de áreas de risco das comunidades da vizinhança. O cadastramento foi realizado pela Prefeitura do Rio, conforme acordo firmado em abril deste ano.
“O empreendimento será destinado a famílias com renda entre zero e três salários mínimos e está enquadrado nas novas determinações do Ministério das Cidades, que preveem a destinação de 3% das moradias a idosos com mais de 60 anos e 3% a portadores de necessidades especiais”, disse o secretário de Habitação, Rafael Picciani.
O empreendimento terá 43,5 mil metros quadrados de área construída. Serão 48 blocos de cinco pavimentos, com 20 apartamentos cada, e mais dois blocos de cinco pavimentos, cada um com 19 apartamentos. Cada apartamento, com dois quartos, sala, banheiro, cozinha e área de serviço, terá 43,23 metros quadrados. Os condomínios, que serão construídos pela EMCCAMP Residencial S/A, terão ainda guarita, centro comunitário, quadra e áreas livres gramadas, um apartamento em cada bloco para uso administrativo, um depósito de lixo e cinco postos de coleta complementar. O valor unitário dos imóveis será de R$ 62.999,71. As obras serão entregues em 16 meses.
O investimento total será de R$ 62.873.926,72 – sendo R$ 11.247.544,44 de contrapartida do Governo do Estado pela cessão do terreno, que pertence à Companhia Estadual de Habitação (Cehab), vinculada à Secretaria de Habitação. Responsável pelas obras de demolição, o Governo do Estado também fará a instalação da rede de água e de esgotamento sanitário, obras de drenagem, iluminação, pavimentação, recuperação e execução de muro divisório e recuperação de pórtico e paisagismo.
Atualmente, em qualquer nível de renda, aproximadamente 30% dos consumidores pensam em comprar um imóvel, índice que sobe para 50% entre aqueles que ocupam faixas de renda mais baixas. Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, pela alta oferta, estão enquadradas no primeiro caso.
No entanto, na região Nordeste, em localidades como Fortaleza, Natal ou Recife, aumenta a parcela de consumidores com necessidade de adquirir o imóvel próprio, constata a pesquisa Acervo Datastore 2009-2011 tabulada pelo Centro Técnico Datastore, em Campinas.
“Vemos um novo investidor nascer no país. Ele pertence à família com imóvel próprio, renda baixa, média ou alta e que quer comprar apenas mais um novo imóvel para renda futura (venda ou locação). Este volume é grande, em algumas cidades chega próximo à metade do contingente das famílias que quer comprar imóvel em 24 meses”, declara Marcus Araújo, presidente da instituição, que desenvolve pesquisa com soluções para os problemas de incorporação.
Segundo o presidente do Datastore, “o Nordeste e Centro-Oeste são mercados mais aquecidos que o Sul. Em São Paulo e no Rio de Janeiro, do total de entrevistados, entre 32 % e 34 % demonstram intenção em adquirir imóvel em 24 meses”, ressalta
Entre as faixas de renda A e B, conforme a pesquisa apresentada por Marcus Araújo, há duas grandes vertentes, uma na qual pelo menos metade já tem imóvel mas ainda assim deseja adquirir um segundo, neste caso de melhor padrão. “A tipologia do quatro quartos só tem massa crítica em São Paulo e no Rio de Janeiro. Em cidades como Florianópolis, Natal, Fortaleza, as pessoas preferem três dormitórios com uma terceira sala, varanda gourmet para receber os amigos e também porque a família diminuiu”, diz ele.
Na classe C, que é emergente e que surgiu nos últimos dez anos, não há desejo, há necessidade. Por isso geralmente as vendas para essa faixa de renda acontecem com grande velocidade e isso por causa de dois grandes fatores: o subsídio do governo, do programa Minha Casa, Minha Vida, e a necessidade de se criar um produto para essa faixa. “É o sonho da casa própria se tornando realidade, uma coisa palpável, porque tem opções e, com a economia estável, é possível programar a compra em até 300 meses”.
O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), utilizado como base de cálculo no reajuste da maioria dos contratos de aluguéis, encerrou dezembro com deflação de 0,12% ante uma alta de 0,5%, em novembro. O levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que, no acumulado do ano, a taxa subiu 5,1%.
O resultado de dezembro foi influenciado por um dos três componentes da taxa, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que apresentou variação de -0,48%, com destaque para as matérias-primas brutas, que tiveram queda de 1,98%.
Nos demais componentes do IGP-M ocorreram aumentos: o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) atingiu 0,71% ante 0,43%, em novembro, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) passou de 0,50% para 0,35%.
O Ministro de Estado do Trabalho e Emprego Interino, Paulo Roberto dos Santos Pinto, considerando o disposto na Portaria n.º 1979, de 30/9/2011, e as dificuldades operacionais ainda não superadas em alguns segmentos da economia para implantação do Sistema de Registro Eletrônico de Ponto-SREP, determinou, por meio da Portaria nº 2686, de 27/12/2011, que o artigo 31 da Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009, somente produzirá efeitos:
I – A partir de 2 de abril de 2012, para as empresas que exploram atividades na indústria, no comércio em geral, no setor de serviços, incluindo, entre outros, os setores financeiro, de transportes, de construção, de comunicações, de energia, de saúde e de educação;
II – A partir de 1º de junho de 2012, para as empresas que exploram atividade agro-econômica nos termos da Lei n.º 5.889, de 8 de julho de 1973;
III – A partir de 3 de setembro de 2012, para as microempresas e empresas de pequeno porte, definidas na forma da Lei Complementar nº 126/2006.
A referida portaria entrou em vigor na data de sua publicação.