Encontrar apartamentos no Rio anda sendo uma tarefa tão difícil quanto achar o par perfeito. De acordo com dados da Ademi/RJ, em 2011 só foram lançados na cidade 255 imóveis de quarto e sala, contra 15.540 do geral.
Diante dessa equação entre aumento da demanda e diminuição da oferta, o impacto nos preços não poderia ser dos melhores. A pesquisa do FipeZap – índice que mede a inflação no mercado imobiliário de seis capitais – aponta que, no Rio, nos últimos 12 meses, os imóveis de um quarto foram os que mais subiram _ taxa de 37,7% _ seguidos pelas unidades de quatro quartos (36,1%), dois (30,6%) e três (29,3%). Em quatro anos (desde o início da série), a variação do quarto e sala chega a 181,7%, também acima dos apartamentos de dois quartos (153,2%), três (146,7%) e quatro (137,9,8%).
“Os preços que mais subiram foram os dos apartamentos menores. E, apesar de em ritmo menor, a tendência é de eles continuarem em alta. Há custos que são fixos, como os de marketing, no caso de lançamentos, que puxam o preço do metro quadrado em imóvel menor”, diz o economista e pesquisador Eduardo Zylberstajn, coordenador do FipeZap.
Para o vice-presidente do Sindicato da Habitação do Rio (Secovi-Rio), Leonardo Schneider, o quarto e sala está desaparecendo do mercado apesar da demanda cada vez maior por imóveis com esta tipologia: “Temos sentido essa perda de espaço do imóvel de um quarto, há algum tempo. As construtoras têm investido mais em moradias de dois quartos, por serem mais versáteis. Caso o cliente queira, pode mudar a configuração para ampliar a sala ou fazer do segundo cômodo um escritório.”
De qualquer forma, se você está empenhado em encontrar apartamentos do modelo um quarto, Schneider aponta as regiões de Copacabana, Centro e Tijuca como as que têm maior número de ofertas. Segundo o Secovi-RJ, o preço do metro quadrado nessas regiões são, respectivamente, R$ 11.184 , R$ 6.236, e R$ 5.678. Já para quem quer alugar, os valores são R$ 46,66 (Copacabana), R$ 25 (Centro) e R$ 28,08 (Tijuca).
Fonte: O Globo online, 13/2/2012
Instrução Normativa do Ministério das Cidades, publicada no dia 10/2 no Diário Oficial da União, regulamenta a utilização de recursos do FGTS para a reforma da casa própria e ampliação do imóvel. A linha de crédito vai financiar serviços de até R$ 20 mil com prazo de pagamento de até 120 meses. Os juros cobrados serão de até 12% ao ano (taxa efetiva total).
Os recursos poderão ser usados também para a aquisição de materiais específicos como de aquecimento solar, hidrômetros e equipamentos que melhorem a acessibilidade das pessoas com necessidades especiais. A medida foi aprovada em janeiro pelo Conselho Curador do fundo.
Segundo o governo, 33 milhões de trabalhadores com carteira assinada que possuem conta vinculada do FGTS terão direito à linha de crédito. O empréstimo será concedido por bancos, em especial a Caixa Econômica Federal. O imóvel não pode ter valor de mercado acima de R$ 500 mil.
Fonte: O Dia online
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) diminuiu na segunda leitura do mês e ficou em 0,3% na semana de 15 de fevereiro. Uma semana antes (na de 7 de fevereiro), o indicador havia registrado taxa de 0,46%.
De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira, dia 16/2, pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo, principalmente o grupo educação, leitura e recreação (de 2,72% para 1,69%). Também diminuíram o ritmo de alta os preços de comunicação (de 0,38% para 0,25%), com a influência de tarifa de telefone residencial (de 1,16% para 0,71%), e despesas diversas (de 0,57% para 0,50%), com destaque para cartório (de 4,93% para 4,22%); entre outros.
Por outro lado, houve aumento nas taxas de vestuário (de -0,53% para -0,42%), saúde e cuidados pessoais (de 0,33% para 0,39%) e habitação (de 0,27% para 0,28%). Para calcular o IPC-S da segunda semana do mês, foram coletados preços entre os dias 16 de janeiro e 15 de fevereiro deste ano e comparados aos vigentes entre 16 de dezembro de 2011 e 15 de janeiro de 2012.

Um estudo divulgado no dia 14 de fevereiro pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que o estado do Rio convive com indicadores extremos. Ao mesmo tempo em que possui a terceira melhor renda domiciliar per capita do país, bem acima da média nacional, também abriga uma multidão de pessoas vivendo na linha da extrema pobreza.
O estudo Situação Social nos Estados foi apresentado pelo presidente do Ipea, Marcio Pochmann, e trouxe uma série de dados consolidados sobre o Rio, a maior parte obtida a partir da Pesquisa Nacional por Amostrar de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (PNAD/IBGE).
Os dados compreendem o período entre os anos de 2001 e 2009, intervalo que registrou crescimento na renda domiciliar per capita no estado de R$ 698 para R$ 835, enquanto no país o aumento foi de R$ 511 para R$ 631. No período de nove anos, o aumento ajudou a reduzir em 45% o número de pessoas vivendo com menos de R$ 70 mensais, ou cerca de R$ 2 por dia, limite estabelecido pelo governo federal para delimitar a linha da extrema pobreza.
Em 2001, 4% da população fluminense estava em situação de extrema pobreza, número que caiu para 2,2% em 2009, o que significa que, apesar da melhora expressiva, 351 mil pessoas ainda sobrevivem com apenas R$ 2 por dia no estado, que possui 15,9 milhões de habitantes.
Os dados completos da pesquisa – que também abordou aspectos como previdência, educação, saneamento, habitação e cultura – podem ser encontrados no link do estudo na página do Ipea.
O desmoronamento de três prédios no centro do Rio de Janeiro, há duas semanas, e o desabamento parcial de um edifício comercial em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, no dia 6/2, podem levar o mercado de seguros a criar um novo produto, que cubra esse tipo de sinistro.Atualmente, o chamado seguro garantia cobre riscos de engenharia, entre os quais desmoronamentos ou erros de projeto, mas apenas na fase de construção do imóvel. Mas não cobre desabamentos quando o edifício já está pronto. O construtor responde por eventuais problemas ao longo dos primeiros cinco anos da edificação. “Caberia aos moradores ou proprietários dos imóveis buscar essa cobertura”, disse o presidente do Clube dos Corretores de Seguros do Estado do Rio de Janeiro, Amílcar Vianna.
Ele lamentou que o mercado ainda não ofereça um seguro específico para desabamentos, levando-se em conta as perdas econômicas das pessoas que tinham patrimônio nesses prédios e que, de uma hora para outra, acabam perdendo tudo. O tema está sendo discutido pelos corretores e será levado às seguradoras para que incluam esse tipo de cobertura entre os produtos ofertados.
Não há impedimento legal para que isso ocorra. “Falta entendimento do segurador para ofertar esse tipo de risco, como do mercado de comprar”. Lembrou que, há muitos anos, a Superintendência de Seguros Privados (Susep) lançou cobertura ampla para seguros de condomínios, que incluíam desmoronamento. O que ocorreu é que essas coberturas elevaram o valor das apólices. “Tanto os consumidores não compraram, porque era muito caro, como os seguradores preferiram ficar nos riscos que já conheciam: incêndio, responsabilidade civil, danos elétricos, que tradicionalmente são contratados”.
Para Viana, os desabamentos no centro do Rio de Janeiro e em São Bernardo do Campo podem mostrar às empresas que há mercado para seguros contra desabamentos. E lembrou que, no século 17, o incêndio que devastou Londres foi o impulsionador desse tipo de seguro na Inglaterra.

Entre os dias 13 e 29 de fevereiro, das 7h às 16h, na Barra da Tijuca, para serviço de recapeamento asfáltico em obra do Corredor Transoeste-BRT, o tráfego de veículos ficará interditado na faixa à direita do fluxo de veículos, na pista central da Avenida das Américas, nas proximidades do número 8.050, no lado oposto à futura Estação BRT-Santa Mônica, sentido Barra.
O fechamento se estenderá à faixa da direita, sentido Recreio dos Bandeirantes, na pista central da Avenida das Américas, proximidades do número 7.837, no lado oposto à futura Estação BRT-Barra Mall; à alça de saída da pista central, nas proximidades do número 8.050, próximo à futura Estação BRT-Santa Mônica; e à alça de acesso da pista lateral para a pista central, sentido Recreio dos Bandeirantes, proximidades do número 7.837 e da futura Estação BRT-Barra Mall. Conforme orientação da Coordenadoria de Regulamentação e Infrações Viárias, o tráfego seguirá pelas faixas liberadas.

O Governo do Estado realizou, nesta segunda-feira 13/2, a primeira Audiência Pública sobre a Linha 4 do Metrô – trecho sul. O objetivo foi discutir o impacto ambiental das obras na área e as alternativas encontradas pelo poder público para garantir qualidade de vida à população. Cerca de 250 pessoas participaram da audiência realizada no Complexo Esportivo da Rocinha e presidida pela Comissão Estadual de Controle Ambiental (CECA). A próxima audiência está marcada para o dia 27 de fevereiro, às 19h. O evento acontecerá na Escola Estadual André Maurois, no Leblon.
Com base nos estudos elaborados pelo Governo do Estado, programas ambientais serão implantados desde o início das obras. Membros da CECA e do Inea (Instituto Estadual de Ambiente) tiraram as dúvidas dos representantes da sociedade civil e anotaram sugestões.
O trecho sul, que está em fase de licenciamento, compreende parte do bairro da Gávea até a estação General Osório, onde a linha 4 se conectará com as linhas 1 e 2, já existentes. As estações Nossa Senhora da Paz, em Ipanema, Antero de Quental e Jardim de Alah, no Leblon, fazem parte do trecho sul que tem 5,7 quilômetros de extensão.
Para realizar as obras serão necessárias intervenções em vias públicas com interrupções temporárias do trânsito, reduções provisórias de áreas de lazer, além da suspensão também temporária da operação nas estações General Osório, em Ipanema, e Cantagalo, em Copacabana. Entretanto, neste período, a Estação Siqueira Campos voltará a ser um terminal da linha 1. O metrô Rio colocará à disposição da população linhas de ônibus.
A inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), encerrou janeiro em 0,56%, acima da taxa de dezembro, 0,5%. Os dados, divulgados no dia 10/2 pelo Instituto Nacional de Geografia e Estatística (IBGE), apontam que, nos últimos 12 meses, a taxa acumula alta de 6,22%, abaixo do resultado dos 12 meses imediatamente anteriores (6,5%). Em janeiro de 2011, a taxa variou 0,83%. Puxaram o aumento do índice os reajustes em alimentação e bebidas (0,86%) e transportes (0,69%). Juntos, foram responsáveis por 61% do IPCA.
Esta é a primeira divulgação dos índices de preços com a nova estrutura de pesos, que incorpora os resultados dos gastos de consumo da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008-2009. O IPCA mede a inflação para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.
A ocupação de favelas por Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) respondeu sozinha por 15% da valorização recente do mercado imobiliário do Rio e por quase metade da redução das disparidades entre os preços dos imóveis nos bairros beneficiados pela expulsão de quadrilhas armadas.
A conclusão consta de estudo realizado pelo consultor brasileiro Claudio Frischtak e pelo economista americano Benjamin Mandel, integrante do grupo de pesquisa econômica do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA, em Nova York.
Nos últimos três anos, o valor dos imóveis em bairros disputados como os da zona sul do Rio chegou a subir mais de 150%. Embora parte desse movimento seja atribuído à redução da criminalidade pelas UPPs, o estudo é o primeiro a isolar essa influência entre outros fatores que impulsionam o mercado imobiliário carioca, como o aumento da renda e do crédito e a recuperação econômica do Rio com a atração de investimentos e eventos.
Frischtak e Mandel, que apresentam hoje o estudo na Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio, construíram essa métrica com base no banco de dados do portal de classificados Zap. Uma equipe liderada por eles avaliou mais de 54 mil ofertas de imóveis à venda em 153 bairros do Rio registradas no site entre março de 2007 e agosto de 2008. Em entrevista ao Estado, os economistas explicaram que compararam a trajetória de alta nos preços do Zap do entorno das favelas ocupadas com a de bairros que não sofreram essa influência direta.
Eles ainda construíram uma espécie de índice de Gini (indicador de desigualdade social) dos imóveis entre 2008 e 2011. A medida da desigualdade entre os preços de casas e apartamentos num raio de 2 quilômetros das UPPs caiu de 0,290 para 0,265 no período, indicando valorização maior dos imóveis que tinham as cotações mais baixas antes das ocupações. O estudo aponta que 45% desse efeito se deve às UPPs, que beneficiaram mais os imóveis perto de favelas.
“Isso mostra que as UPPs são eficazes não só na redução do crime, mas na restauração do valor dos imóveis. A base de dados nos permitiu calcular que os imóveis da cidade teriam se valorizado 15% menos sem elas, o que indica um efeito muito significativo da violência na destruição do valor imobiliário”, diz Frischtak, ex-economista do Banco Mundial.
“A redução da disparidade dos preços mostra que a segurança é um fator de redistribuição de riqueza, já que a casa é o principal patrimônio das pessoas.” Mandel lembra que a pesquisa avaliou apenas o impacto no asfalto, no mercado imobiliário formal. “Se pudéssemos avaliar os valores dos imóveis informais, no interior das favelas, provavelmente esse efeito de distribuição de riqueza seria ainda maior”, diz.
Fonte: O Estado de São Paulo (Alexandre Rodrigues), 1º/2/2012
As cidades do entorno do Rio de Janeiro estão se destacando no mercado imobiliário. Balanço da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi-Rio) revela que em Itaboraí, por exemplo, foram lançadas 2.620 unidades em 2011, contra 821 de 2010.
A pesquisa chama a atenção também para Itaguaí, que cresceu de 216 para 1.392 imóveis. Esse cenário é visto em boa parte das cidades fluminenses. Campos, um dos pólos da indústria de petróleo e gás, passou de 352 unidades para 1.167, no passado.
Fonte: O Dia online (Cristiane Campos)